sexta-feira, outubro 17, 2014

quarta-feira, agosto 14, 2013

A resposta errada.

A propósito de uma intervenção minha na página do FACEBOOK da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas em Lagos. - "Nuno Pinto. Obrigado pelo seu comentário Acacg Makejeite. Obrigado pelas suas ideias de "marketing" político. Ficarão registadas na memória do "facebook" para mais tarde recordar. No futuro. Numa espécie de conotação à "Big Brother" de George Orwell. Cumprimentos." A propósito deste comentário, nunca li nada de G. Orwell porque nunca me interessou, é minha convicção de que um romance deve distrair e quando não me quero distrair, posso optar por me instruir, mas aí não opto por romances. Enfim pode ser uma opção ou convicção, tanto dá. Mas o que me confundiu nesta intervenção do Senhor Nuno Pinto foi a analogia desprovida de sentido de humor, de sentido critico inteligente e até de oportunidade, no sentido mais clássico que a palavra possa suscitar. Não argumento, discuto, sempre detestei argumentar com pessoas que revelem uma tendência para se mostrar mais eruditas que o que são, não as consigo entender, mas não me importo de falar sobre isso e até de dar opinião apesar de saber que normalmente se mantêm convencidas de forma inabalável. Li uma biografia acerca dele, o G. Orwell e desde logo constatei que foi um autor polémico e que carregou consigo teorias de difícil digestão. Há autores que me interessam, este nada. É citado à esquerda e à direita, mas há de facto uma área de opinião que adora citá-lo, a que dificilmente entenderá que a critica contida nos escritos dele, que assumo nunca ter lido, é construtiva e de análise cuidada. Errada? Não sei! Nunca o lerei! Mas sei que ele não era um socialista desiludido ele era uma pessoa convencida que o socialismo tinha sentido se fosse levado a cabo por outro tipo de pessoas, por uma outra forma de as colocar em prática, por ideias mais práticas e "temporalizadas". Quanto a este senhor, Nuno Pinto do Bloco de Esquerda de Lagos dificilmente entenderá que o socialismo tem uma aptidão mais vasta na política e que ultrapassa o provincianismo arcaico do partidarísmo obsoleto, que vai para além do restrito ideológico defendido por uma esquerda que ainda não se afirmou socialmente e que teima em se "anichar" num feudo perigoso de uma intelectualidade obscura. Ultrapassada! Eu cito o nome do Senhor porque ele é uma figura pública, candidato a um cargo na Câmara Municipal de Lagos, por um Partido Político, que respondeu a uma intervenção minha de uma forma que não me agradou enquanto eu andar a me informar de modo a me decidir em quem votar. Para as autárquicas voto nas pessoas, em projectos e abstraio-me das siglas partidárias, não lhe dou importância. Mas voto principalmente em ideias e o BE, a meu ver tem as ideias erradas e Lagos não precisa de mais erros. Não se chama burro a ninguém convencido que se pode passar desapercebido e que o alvo não entende eufemismos estúpidos.

sábado, julho 27, 2013

Cancro

Li ontem um texto de Helena Sacadura Cabral que me deitou abaixo. Falava em poucos linhas do cancro, da mãe e do filho Miguel. Eu gosto de lê-la. É acutilante, incisiva sem rodeios e não usa palavras de que não sabemos verdadeiramente o significado. Mas falar assim sobre o cancro do filho, meu deus que coragem. A minha irmã morreu de cancro e eu acompanhei-a a par e passo, a minha mãe morreu de cancro e eu ia quase todos os dia vê-la a Faro e foram muitos anos, o Jorge o meu querido amigo morreu de cancro, estive com ele no dia em que morreu, a minha prima vai morrer de cancro, eu tenho medo do cancro e não tenho coragem para o abordar assim. Criei uma carapaça entre mim e o cancro que bem sei que é ténue, basta um estalar de dedos para ela se rasgar, mas eu não consigo conviver com ele mesmo depois de ele ter rodado o filme debaixo dos meus queixos e durante tanto tempo. Não sei se é deus que os leva se são eles que vão ter com ele sei, nem sei sequer para onde vão, sei que quando se vão deixam a quem cá fica uma sensação de alivio indescritível. Aquele sofrimento horrível terminou, enfim!!!

quarta-feira, julho 10, 2013

"O bolivarianismo"

A tentativa de implantar "O bolivarianismo" como ideologia politica e de funcionamento de um estado é justa, mas acarreta consigo algumas consequências de interpretação, para já o cariz de "radical de esquerda" a roçar o comunismo pode trazer desde logo problemas estruturais às sociedades envolvidas. Seria lamentável. De acordo com o que sei ela baseia-se nas posições assumidas por um militar de nome Simon Bolivar que tinha a justiça social e a plena democracia como lema de acção. A exemplo na  Venezuela a Justiça Social não é justa quando o poder faz uma nítida separação entre apoiantes e não apoiantes e faz até bandeira dessa separação. A esmagadora maioria dos países da América Latina advoga-a e quer adoptá-la mas não lhe toma o gosto porque ao poder só parte da teoria interessa. É o radicalismo acerbado a prevalecer, tanto do lado do sim como do não. O "Fascismo" sofria do mesmo mal. A Venezuela assumiu-se como precursora e auto denominam-se "bolivarianos", Republica Bolivariana da Venezuela. A "Carta de Jamaica", o Discurso de Angostura e o Manifesto de Cartágena, entre outros documentos que o advogam são os documentos que impulsionaram alguns estados a seguirem a ideologia e a abertamente se designarem de "bolivarianos". É no fundo um "movimento" e não uma teoria de regime. Um dos lemas principais é o repudio à intromissão estrangeira nas nações americanas e a negação do controlo da economia por entidades não estatais estão na primeira linha dos parâmetros a seguir, mas, e no entanto entre eles há não dominadores comuns. A Proposta da "Carta de Jamaica" (salvo erro já que não a conheço) para a união dos países latino-americanos é a parte mais complicada da implementação da teoria bolivariana, logo aí está um óbice e à cabeça o Brasil, ao regime bolivariano. Estas teorias de regime têm sempre o enorme problema de carregarem consigo um rol de acções que impossibilita a união de facto.

segunda-feira, julho 01, 2013

Facebook versus mentirosos.

Este fim de semana, numa daquelas conversas giríssimas à beira de água na praia, enterrando os pés na areia e voltando a trazê-los para cima, torcendo o pescoço até doer só para ver um bikini mais arrojado, ou até as maminhas bambaleantes que nos passam em frente do nariz, um amigo dizia que não tinha facebook mas achava o espaço um asco onde só se discutia futilidades e a privacidade de cada um era invadida de forma indecorosa. Logo na primeira abordagem decidi não retorquir, aquele espaço de tempo do meu dia estava a ser tão agradável que nada o iria estragar, nem sequer a opinião estúpida duma pessoa que se diz não useiro no facebook mas sabe demais acerca dele, continuou na verborreia, dizia, a fulana de tal, e dizia o nome, está sempre a chatear com melequices, o outro é um ordinário diz palavrões e põe pontinhos, as fotos de família são horríveis, as musicas pimba abundam, os anúncios de eventos, dar os parabéns via facebook é uma má criação  dizia ele e continuo quase até ao rubro. A página tantas, um outro amigo também presente na roda de conversa à beira mar plantados pergunta-lhe, ó pá sabes, eu tenho facebook e todos os dias lá vou pelo menos à noite, e não dou por nada disso, como é possível tu saberes coisas que se me escapam? O anti-facebook, respondeu meio atrapalhado que era a mulher, está no facebook ao lado dele, na sala. E a conversa continuou versando temas relacionados com a informática a evolução, os tablets, os Ipad's, os computadores em geral, nisto, para espanto geral dos intervenientes na conversa, o anti-facebook diz assim, "acho que vou comprar um portátil, os meu desktop já está desactualizado e quando o quero usar a minha mulher está lá". O amigo esqueceu-se de que tinha dito acompanhar o Facebook pela mulher, na sala, não falou em portátil, está certo mas de que outra forma ele poderia acompnhar via mulher. Confrontado atrapalhou-se mas não cedeu. A mim, quando me perguntam se uso o Facebook, eu respondo, "claro". Ele há coisas inexplicáveis.

quarta-feira, junho 26, 2013

O Papa disse...

Penso que este Papa tem dito coisas muito simples mas de uma enorme importância para as relações entre as pessoas. Aí é que está a continuidade, a evolução e este Papa tem a percepção exacta das relações humanas por esses países fora. Ele tem uma visão correcta da continuidade da humanidade. Há dias numa reunião com crianças disse que não se pode viver sem amigos e eu penso que perante a magnitude desta opinião a Igreja deveria fazer um esforça para não criar mais inimigos.